Capiba Um Frevo Na Cultura Popular

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São inumeros os nomes que fazem e fizeram coisas belíssimas para a nossa Cultura Popular, alguns você já teve o prazer de conhecer ou rever no “A Arte Do Meu Povo” e o homenageado de hoje, não é diferente dos outros que aqui estão. É um grande nome da Cultura Popular, digo até que é impossível da gente falar em um dos ritmos brasileiro, mas especificamente nordestino, mais conhecidos sem lembrar do nome dele.O rítmo que falo aqui é o Frevo Pernambucano e o homenageado de hoje é o Mestre Capiba, que não fez só Frevos, mas também pérolas da música popular brasileira como Maria Betania entre outro sucessos.


Para conhecer mais sobre Capiba, busquei ajuda no site http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa12273/capiba e lá encontrei o seguinte:


Lourenço da Fonseca Barbosa (Surubim PE 1904 - Recife PE 1997). Compositor e instrumentista. Pouco depois de seu nascimento, a família muda-se para a capital Recife, onde Capiba integra com o pai, o maestro Severino Atanásio de Souza Barbosa (seu professor de música), e os 11 irmãos a banda Lira de Borborema. Com 8 anos, toca trompa e se apresenta em saraus e festas. Nessa época, herda do avô o apelido "Capiba", que no Nordeste significa jumento teimoso. Em 1920, morando na Paraíba, apaixona-se pelo futebol e joga profissionalmente no time do América e do Campinense. Aos 16 anos, aprende rapidamente um punhado de valsas com o pai e é contratado como pianista do Cine Fox de Campina Grande em substituição à irmã Josefa.

Numa tentativa de afastá-lo do esporte e da música para dedicar-se aos estudos, a família manda Capiba para João Pessoa, e o matricula no Liceu Pernambucano. Na capital paraibana, trabalha acompanhando projeções de filmes do cinema mudo e torna-se amigo do empresário e cônsul da Holanda Oliver von Sohsten, fundador da Rádio Clube da Paraíba e da Orquestra Tabajara, uma das mais famosas do Brasil. Com o amigo, monta e dirige orquestras que se apresentam no Carnaval.

Em 1930 passa em concurso para o Banco do Brasil e é nomeado para trabalhar no Recife. Funda a Jazz Band Acadêmica, formada por estudantes universitários, e a convivência com os acadêmicos faz com que Capiba se interesse por advocacia e, em 1932, é aprovado para cursar a Faculdade de Direito do Recife. Afasta-se da música por problemas de saúde. Recuperado, em 1949 tem uma importante experiência e aprendizado ao tornar-se amigo e aluno do maestro Guerra-Peixe, que vai a Pernambuco trabalhar na Rádio Jornal do Commercio e pesquisar música nordestina. Com o maestro estuda harmonia e composição erudita.

Nas décadas de 1950 e 1960, Capiba faz música para peças de teatro, como A Pena e a Lei, de Ariano Suassuna; Mandrágora, de Maquiavel:Dom Perlimpim com Beliza em Seu Jardim, de Federico García Lorca; Cabra Cabriola, de Hermilo Borba Filho; O Coronel de Macambira, do poeta Joaquim Cardozo; e os poemas Garça Triste, de Castro Alves; Ismália, de Alphonsus de Guimaraens; e Cantiga do Mundo e do Amor, de Ariano Suassuna. Aposenta-se do Banco do Brasil em 1961, após trinta anos de serviço. Ainda na década de 1960, incentivado pela artista plástica Lidjane Bandeira, dedica-se ao hobby da pintura, ao mesmo tempo em que inscreve suas composições em festivais de música popular. Conquista o 5º lugar no 2º Festival Internacional da Canção, com a música São os do Norte que Vêm (1967), parceria com Ariano Suassuna.


No início dos anos 1970, é eleito patrono do Movimento Armorial, lançado no Recife por Ariano Suassuna, e recebe títulos de Cidadão Benemérito de Olinda, Recife e Campina Grande. Publica Capiba, o Livro das Ocorrências, em 1985.

Morre no Recife, aos 93 anos( no ano de 1997).”




E Viva " A ARTE DO MEU POVO!"

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