Catulo da Paixão Cearense, "U Poeta du Sertão"

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Se tem uma coisa bastante difícil, essa coisa é mensurar a importância desse Grande Artista para a Cultura Brasileira.

Sem medo de mentir ou de estarmos enganados, podemos afirmar que ele foi fundamental para a gente ter a cultura popular, que temos hoje. E não falamos só das suas criações geniais, mas de outras ações, que não falaremos aqui para deixar você curioso(a) e incentivar a pesquisa para conhecer mais esse Gigante Brasileiro e Nordestino.

Estamos falando de Catúlo da Paixão Cearense. Para começar a aguçar a sua curiosidade fizemos algumas pesquisas e encontramos algumas coisas sobre Catúlo que passamos a apresentar agora. Mas lembro, mais uma vez, que aqui está apenas a ponda da ponta do iceberg, existe muito mais.

Sobre Catúlo o site https://www.portalsaofrancisco.com.br/biografias/catulo-da-paixao-cearense nos traz o seguinte:





“Catulo da Paixão Cearense, poeta, teatrólogo, cantor e compositor. Nasceu em 8/10/1863, São Luís, MA e faleceu com 83 anos em 10/5/1946 no Rio de Janeiro, RJ.

Filho do ourives Amâncio da Paixão Cearense e Maria Celestina Braga da Paixão. Teve dois irmãos: Gil e Gerson.

Quando tinha dez anos, mudou-se com a família para o sertão do Ceará e em 1880, para o Rio de Janeiro.

Dispunha de uma fortaleza física, que o ajudou no cais do porto, onde trabalhou como estivador.

Freqüentava repúblicas estudantis e vivia entre os chorões da época, dentre eles: Viriato (flautista), Anacleto de Medeiros (compositor e regente), Cadete (cantor), e outros.

No Colégio Teles de Meneses, estudou português, matemática e francês. Chegou a traduzir poetas internacionais famosos. Através destes relacionamentos boêmios, aprendeu a tocar violão e flauta.

Em 1885, morou na residência do senador do Império Silveira Martins, onde teve a incumbência de lecionar o português aos filhos.

Fundou um colégio no bairro da Piedade, passando a lecionar línguas.

Compilou letras de modinhas, lundus e cançonetas da época, e as publicou através da Livraria do Povo. Publicou também obras suas, tais como: O cantor fluminense, Lira dos salões, Novos cantares, Lira brasileira, Canções da madrugada, Trovas e canções e Choros ao violão.

Conhecido como “vate sertanejo”, deixou 15 livros de poemas, dentre eles Meu sertão (1918), Sertão em flor (1919), Poemas bravios (1921), Mata iluminada, Aos pescadores (1923), Meu Brasil (1928), Um boêmio no céu, Alma do sertão (1928) e Poemas escolhidos (1944).

 Suas poesias eram adaptadas a canções de compositores famosos (Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, João Pernambuco, Antônio Callado, Pedro Alcântara) e nas vozes de Mário Pinheiro, Eduardo das Neves, Cadete, Vicente Celestino, e outros, sua obra ganhava popularidade, consagrando-o.”


Já o site http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2895/catulo-da-paixao-cearense nos presenteia com mais estas informações sobre o nosso Poeta:



“Catulo da Paixão Cearense (São Luís MA, 1863 - Rio de Janeiro RJ, 1946). Interrompeu os estudos, em 1882, para ser cantador, no Rio de Janeiro RJ. Já havia composto, em 1880, sua primeira modinha famosa, Ao Luar.


Em 1885 tornou-se professor de português dos filhos do Conselheiro Gaspar da Silveira Martins. Na década de 1910 continuou trabalhando como professor.


Em 1908 protagonizou audição de modinhas e violão no Instituto Nacional de Música. Compôs o primeiro poema, O Marrueiro, em 1912.


Dois anos depois, fez  recital de modinhas no Palácio do Catete, convidado pelo então presidente Hermes da Fonseca e sua esposa. Entre suas obras poéticas estão Um Caboclo Brasileiro (1900), Poemas Bravios (1925), Fábulas e Alegorias (1934), Um Boêmio no Céu (1938) e Modinhas (1943).


Catullo de Paixão Cearense é um dos maiores compositores da canção popular brasileira.


Segundo o crítico Murilo Araújo, "a poesia de Catullo tem raízes no povo e haveria de voltar, desfeita em flores e frutos, ao campo em que teve origem: volta ao povo e viverá com ele.


 Nenhum dos nossos poetas foi a tal ponto o rumor inspirado da terra".



Dentre as muitas obras de Catúlo o “A Arte Do Meu Povo” do nosso OxeOxente.com.br, trouxe uma para você conhecer um pouco da genialidade de nordestino…



U Poeta du Sertão



Si chora o pinho
Im desafio gemedô
Não hai poeta cumo os fio
Du sertão sem sê doutô
Us óio quente
Da caboca faz a gente
Sê poeta di repente
Que a puisia vem do amor

Não há poeta, não há
Cumo os fio do Ceará!

Dotô fromado, home aletrado
Lá da Côrte
Se quisé mexê comigo
Muito intoncê tem qui vê
Us livro da intiligença
I dá sabença
Mas porém u mato virge
Tem puisia como quê!

Poeta eu sô sem sê dotô
Sou sertanejo
Eu sô fio lá dus brejo
Du sertão do Aracati
As minha trova
Nasce d’arma sem trabaio
Cumo nasce na coresma
Nu seu gaio a frô de Abri.


E Viva “ A Arte Do Meu Povo”!!

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