Jó Patriota O Último Cantador Lírico

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Hoje o A ARTE DO MEU POVO faz uma homenagem a mais um Grande Mestre da Boa Cultura Nordestina nascido no Pajeú Pernambucano. Mais um Divino pertencente ao Olimpo da Poesia Popular do Nordeste, Jó Patriota. Vamos saber mais um pouco desse poeta fenomenal.


Para saber mais informações procuramos em sites e encontramos estas palavras no site http://cobracordelista.blogspot.com/2010/09/jo-patriota.html

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Jó Patriota de Lima, filho de Geminiano Joaquim de Lima e Rita Neves da Silva, nasceu em 01 de janeiro de 1929 no sítio Cacimbas, localidade de Itapetim que na época pertencia a São José do Egito. Viveu durante a infância na zona rural com os seis irmãos. Sua 1ª viola foi presente da irmã Maura que o incentivava a desenvolver esse mérito artístico.

Jó Patriota participou de vários Congressos e escreveu "Na Senda do Lirismo", um livro que já caminha em sua 3ª edição. É inquestionavelmente, um dos nossos mais extraordinários poetas.

Viveu desde a juventude em São José do Egito. Casou-se com Das Neves Marinho(filha do poeta Antônio Marinho) com quem teve dois filhos: Antônio de Marmo e Adriano. Vítima de um enfarte. Faleceu no dia 11 e foi sepultado no dia 12 de outubro de 1992.

"Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece" 

(mote dado por Das Neves Marinho)

Passa dia por mês e mês por ano
Passa ano por era, era por fase
Nessa base tão triste eu vejo a base
Do destino passar de plano em plano
Com a mão da saudade o desengano

Passa dando um adeus fazendo um S
Vem a mágoa o prazer desaparece
Quando chega a velhice, foge a graça,
Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece.”

Também encontramos no site http://cantigasecantos.blogspot.com/2013/03/poesia-job-patriota-o-ultimo-dos-liricos.html estas informações aqui:



Job Patriota de Lima nasceu no Sítio Cacimbas, pertencente a então Vila de Umburanas, hoje Itapetim, Pajeú, no sertão pernambucano. Na época em que Jó nasceu, município de São José do Egito. Em Umburanas nasceram por coincidência, obra do acaso, destino ou predestinados, alguns nomes que imortalizaram e incandesceram toda região do Pajeú: Os irmãos Batista, Louro, Dimas e Otacílio, Rogaciano Leite, poeta- repentista de primeira, grande tribuno, jornalista, compositor, e dentre outras, boêmio.


Jó Patriota nasceu no primeiro dia de janeiro do ano de 29, encantou-se, no dia 11 de outubro de 92, portanto, aos 63 anos de vida e muita poesia:

Eu nasci em Itapetim
Lugar onde o camponês
Nunca estudou matemática
Nunca aprendeu português
Mas sabe fazer um verso
Que Castro Alves não fez.

Jó, ao morrer, encerrou o ciclo dos chamados: “líricos” (poeta que cantava acompanhado da lira, instrumentos de cordas da Grécia Antiga). Antes dele haviam partido: Domingos Fonseca, do Piauí (Miguel Alves), que em referência à morte dos seus pais, ainda criança, disse de improviso:


Os meus eu não tenho mais
Vivo como um passarinho
Que os pais desapareceram
Deixando implume no ninho
O primeiro vôo da vida
Quando eu dei já foi sozinho.


Elísio Félix, “o canhotinho da Paraíba”:


Esta minha cabeleira
Que com os anos se maltrata
Foi preta como um veludo
Foi branca como cascata
Hoje é um lençol de neve
Numa montanha de prata.


E o próprio Jó:

Passei a crer na bondade
Nos amigos inda creio
Depois que vi dois mendigos
Reparti o pão no meio.


Sem dúvida, Jó era o mais querido dos cantadores. Irrequieto, espírito de criança, ria e chorava, concomitantemente. A sua primeira viagem como cantador, muito jovem, foi com o veterano poeta – José Vicente da Paraíba, vivo, graças a Deus, reside em Altinho, Agreste pernambucano. Com a permissão de Geminiano, pai do “menino”, sob a guarda de José Vicente, a dupla pegou a estrada. Nunca foi mercenário, e não cansava de dizer: “Se eu pudesse, pagava pra cantar”. Durante toda sua vida de cantador, enfrentou nomes famosos como: Pinto do Monteiro, Lourival Batista, Primo e concunhado, Manoel Xudu, Ivanildo Vila Nova e mais uma gama de valores poéticos de enorme poder da palavra.

Com um livro publicado: Na Senda do Lirismo, e reeditado recentemente, Jó aparece em muitos livros no Nordeste brasileiro.

O poeta, político e motista Raimundo Asfora, deu um mote a Jó Patriota, considerado acima do ritmo de percepção – “Frágeis, fragílimas danças / De leves flocos de espumas”:


Na madrugada esquisita
O pescador se aproveita
Vendo a praia como se enfeita
Vendo o mar como se agita
Hora calmo hora se irrita
Como panteras ou pumas
Depois se desfaz em brumas
Por sobre as duras quebranças
Frágeis, fragílimas danças
De leves flocos de espumas.

E por falar em mar, a quadra a seguir, dimensiona muito bem a capacidade poética deste homem incomum. É que somente um poeta da magnitude de Jó teria real condição de colocar o mar em tamanha insignificância, dentro do parâmetro místico do poeta:


O mar que no bojo guarda
Todos os mistérios seus
”Indé” um grão de mostarda
Perante os olhos de Deus.


Cantando com Lourival Batista, momento em que o poeta Marcus Accioly memorizou esta sextilha:


De fato Drummond de Andrade
Belo poema cantou
Um caminho numa pedra
Por onde a infância passou
E uma pedra no caminho
Que o destino colocou.

(...)


Mote:
"As ondas são cabeleiras
de sereias defloradas"


Nas mais profundas geleiras
Onde há mares violentos
No pente oculto dos ventos
As ondas são cabeleiras
As brisas madrugadeiras
Quando perpassam geladas
Cujas ondas agitadas
Tornam-se mais pardacentas
Que até parecem placentas
De sereias defloradas.”


E Viva A ARTE DO MEU POVO!


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