Jurandy Da Feira E Da Estima De Gonzaga

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O nosso homenageado de hoje é um dos Grandes Artistas desse nosso Nordeste e um ser humano do Bem. Esse eu conheço de perto e posso afirmar que são poucas as pessoas nessa terra que tem o coração igual ao desse cabra. Dono de uma personalidade forte e de um talento no mesmo nível, ele foi da cozinha de seu Luiz Gonzaga, tamanha era a estima que seu Lua tinha por ele. Inclusive ele possui uma fita K7, presente de seu Luiz, onde o Rei do Baião lhe rende homenagens e declara todo o carinho que tinha pelo nosso JURANDY DA FEIRA.

Embora conheça de perto o nosso homenageado, para não sair do nosso estilo. Pesquisei na internet sobre sua vida e sua carreira e encontrei no site http://dicionariompb.com.br/jurandy-da-feira/dados-artisticos. Que nos traz o seguinte:

Jurandy Ferreira Gomes - Jurandy da Feira – Nasceu em 2/11/1950 , na cidade de Tucano,-BA. Criado no sertão baiano. Muito cedo recebeu de presente do pai um violão. Seu pai, além de admirador da cultura nordestina, era repentista. Cresceu ouvindo músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros nomes da música nordestina. Na adolescência mudou para Feira de Santana.

Começou a destacar-se em festivais estudantis na cidade baiana de Feira de Santana. Em 1973, num desses festivais conheceu o jornalista José Malta, que mudou sua trajetória, ao apresentá-lo ao cantor e compositor Luiz Gonzaga na cidade de Exu. Nessa ocasião, recebeu do Rei do Baião o nome artístico de Jurandy da Feira, ao mesmo tempo que recebeu o pedido de uma música que falasse sobre a cidade de Bodocó. Compôs então "Nos cafundó de Bodocó", gravada por Luiz Gonzaga no LP "Capim novo" em 1976. Por essa época, mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a atuar na noite e em projetos culturais na cidade. Em 1982, tornou a ter música gravada por Luiz Gonzaga, no LP "Eterno cantador", quando este gravou "Frutos da terra". Em 1983, no LP "70 anos de sanfona e simpatia", o Rei do Baião gravou de sua autoria "Canto do povo". Em 1984, foi a vez de "Terra, vida e esperança" ser gravada por Luiz Gonzaga no LP "Danado de bom" e que serviu como tema de abertura do especial de Luiz Gonzaga, apresentado na ocasião pela TV Globo. Apresentou-se em diversos teatros do Rio de Janeiro, entre os quais, o Teatro do Planetário da Gávea, Teatro Tereza Rachel, Teatro Villa-Lobos e Ballroom. Com o cantor e compositor Claudio Nucci, dividiu o palco do projeto "Som das Ondas" na Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro. Participou dos programas de TV "Som Brasil", na TV Globo, "Empório Brasileiro", na Bandeirantes, "Sem Censura", "É preciso cantar" e outros musicais na TVE do Rio de Janeiro e "Milk Shake", na TV Manchete. Classificou músicas nos festivais "Festival do Frevo da Manchete", da TV Manchete, e "Festival Canta Nordeste", da TV Globo, com a composição "Olinda linda", tendo-se apresentado em companhia do Quinteto Violado. Teve diversas músicas gravadas por variados artistas, entre as quais "De pé na estrada", pelo Trio Nordestino, "Dom divino", por Therezinha de Jesus, "Roda morena", por Vanja Orico, "Maracatu e baião", "Arrasta-pé" e "Rendeira do Ceará", por Rabelo Gonzaga. Ao longo de sua carreira gravou um LP e três CDs. Em 1999, lançou de forma independente o CD "Universidade do forró", utilizando o nome artístico de Jurã Gomes e apresentando 13 composições de sua autoria, entre as quais "A rainha do sem-terra", "Amor de São João", "Frei Damião" e "Ao velho Lua", dedicada ao Velho Lua, como também ficou conhecido Luiz Gonzaga. O disco contou ainda com a participação de Chiquinho do Acordeon. Em 2000, lançou pelo selo Eldorado o CD "Frutos da terra", com composições de sua autoria.

Em 2003, participou de show no restaurante Cortiço, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro juntamente com Maciel Melo e o poeta matuto Geraldo do Norte. Em 2007, apresentou-se no programa "Senhor Brasil" apresentado por Rolando Boldrin na TV Cultura de São Paulo, falando sobre sua carreira. Na ocasião cantou trechos de seus sucessos gravados por Luiz Gonzaga; "Cafundó do Bodocó", "Canto do povo", "Terra, vida e esperança" e "Frutos da terra". Cantou ainda "Floresta das cruzes", também de sua autoria e outra de suas obras de temática ecológica. Em 2010, lançou o CD "Jurandy da Feira canta Gonzagão", de forma independente, trazendo as músicas de autoria própria "Cafundó de Bodocó", "Ao velho lua", "Frutos da terra", "Terra,vida, esperança" e "Canto do povo"; além das regravações dos sucessos na voz de Luiz Gonzaga "Baião na garôa", de Hervê Cordovil e Luiz Gonzaga, "Meu pageú", de Luiz Gonzaga e Raimundo Granjeiro, "O xote das meninas", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, "A letra I", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, "Paulo Afonso", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, "Légua Tirana", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e "Noites brasileiras", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. O disco teve produção do próprio Jurandy e arranjos de Roberto Stepheson.


Existe muito mais sobre Jurandy, pesquise e conheça mais desse nosso Mestre!!

Das maravilhas compostas e criadas por Jurandy da Feira, selecionamos essas abaixo, que foram gravadas por seu Luiz Gonzaga, o nosso Rei do Baião:


Frutos da Terra

Jurandy da Feira



Esta terra dá de tudo

Que se possa imaginar

Sapoti, jabuticaba

Mangaba, maracujá


Cajá-manga, murici

Cana-caiana, juá

Graviola, umbu, pitomba

Araticum, araçá


Engenho Velho,

Canavial,

Favo de mel

No meu quintal


O fruto bom dá no tempo

No pé pra gente tirar

Quem colhe fora do tempo

Não sabe o que o tempo dá


Beber a água na fonte

Ver o dia clarear

Jogar o corpo na areia

Ouvir as ondas do mar


Engenho Velho,

Canavial,

Favo de mel

No meu quintal.



Nos Cafundó de Bodocó

Jurandy da Feira



Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó


Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó


Nas caatingas do meu chão

Se esconde a sorte cega

Não se vê e nem se pega

Por acaso ou precisão

Mas eu sei que ela existe

Pois foi velha companheira

Do famoso Lampião


Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó


Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó


Nas veredas corre o azar

Sem deixar rastro no chão

Nas quebradas caem as folhas

Fazendo a decoração

Chora o vento quando passa

Nas galhas do aveloz

Chora o sapo sem lagoa

Todos em uma só voz

Chora toda a natureza

Na esperança, na incerteza

De Jesus olhar pra nós


Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó


Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó

Nos cafundó

De Bodocó, de Bodocó, de Bodocó.



Terra, Vida e Esperança

Jurandy da Feira



Estou no cansaço da vida

Estou no descanso da fé

Estou em guerra com a fome

Na mesa, fio e mulher

Ser sertanejo, senhor

É fazer do fraco forte

Carregar azar ou sorte

Comparar vida com morte

É nascer nesse sertão

A batalha está acabando

Já vejo relampear

Abro o curral da miséria

E deixo a fome passar

O que eu sinto, meu senhor

Não me queixo de ninguém

O que falta aqui é chuva

Mas eu sei que um dia vem

Vai ter tudo de fartura

Prá quem teve hoje que não tem.


E Vivas para A ARTE DO MEU POVO!

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