O Poeta Históriador Geraldo Amancio

News3

O nosso A ARTE DO MEU POVO faz uma justa homenagem a esse Grande nome da Poesia Popular Nordestina, graças a Deus vivo e com saúde . Geraldo Amancio é uma grande expressão da nossa Boa Cultura Nordestina, consciente do seu papal e valor neste universo.


Pesquisando sobre o nosso homeageado encontrei no site http://dicionariompb.com.br/geraldo-amancio/dados-artisticos um pouco sobre a sua longa e rica biografia:


Geraldo Amancio- nasceu em 29/04/1946 na cidade de Cedro - CE , É Cantor. Violeiro. Poeta. Escritor. Nascido em um sítio, em Cedro, no Ceará, até os 17 anos de idade trabalhou na roça. Cursou faculdade de História em Fortaleza (CE).

Começou com acompanhamento de viola em 1966. Participou de centenas de festivais em todo o país, e classificou-se mais de 150 vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do festival Patativa do Assaré. É autor de três antologias sobre cantoria em parceria com o poeta Vanderley Pareira. Gravou 15 CDs ao longo da carreira, além de ter publicado cordéis em livros. Apresentou o programa dominical “Ao som da viola”, na TV Diário, em Fortaleza (CE).”

RUBENIO MARCELO - Você é membro de alguma entidade cultural?
GERALDO AMÂNCIO – Sim, sou da Academia Brasileira do Cordel. Sou membro também da “Casa do Cantador”, em Fortaleza, que possui mais de 50 anos de existência.

RUBENIO MARCELO - Como e quando surgiu o pendor para a cantoria de viola e o repente? Quais suas influências literárias e artísticas? Escritores prediletos... Quais livros fizeram e fazem parte de sua formação cultural?
GERALDO AMÂNCIO – No meu caso, isto é hereditário. Meu avô paterno, Manoel Amâncio, foi cantador. Um tio, também. Amadores, ambos. Tudo veio daí. A influência também é deles. Embora eu tenha começado ouvindo um programa que era veiculado na Rádio Clube de Pernambuco, um programa de cantoria que era feito por Otacílio Batista e Zé Alves Sobrinho. Eu digo sempre que o homem ou o artista é um produto do meio. Se nós cantadores tivéssemos nascido em um centro como Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo: seríamos compositores; se os grandes compositores tivessem nascido onde nascemos, seriam eles os cantadores. Quanto aos escritores que mais pesquiso, estão Castro Alves, por quem tenho uma admiração enorme; Euclides da Cunha; Rogaciano Leite, jornalista, poeta e dramaturgo; e tantos outros...
RUBENIO MARCELO - Como se dá o seu processo criativo? Em que circunstâncias você cria o seu trabalho?
GERALDO AMÂNCIO – Esta é uma pergunta interessante! A “alquimia” de escrever, acontece mais quando estou viajando. A gente se desprende das preocupações do dia-a-dia. E a escrita vai fluindo normalmente. Quanto ao improviso, o som da viola tem uma influência muito grande no nosso processo de criação.
RUBENIO MARCELO - Quanto ao tema, no que você se baseia para desenvolver a sua Arte?
GERALDO AMÂNCIO – A minha grande preocupação é o povo. O lado social; a própria natureza; o amor; o sertão; o torrão natal. São os temas universais.
RUBENIO MARCELO - Quando se trata do repente de um desafio engenhoso, malicioso, no bom sentindo, as idéias nascem no vulcão da inteligência "sem papas nos neurônios"? É algo direto ou pré-estabelecido?
GERALDO AMÂNCIO – No desafio propriamente dito, isto depende muito da parceria. Quando o seu parceiro é “agressivo”, é criador, você também se multiplica; a sua idéia agiganta-se; vai num crescente espantoso, que há momento que você se pergunta: - Meu Deus, como é que estou produzindo isto!? Outro dia eu terminei uma cantoria e falei para o público: A cantoria é um espetáculo tão interessante que até nós, os cantadores - nós que veiculamos o improviso - admiramos o que é produzido no momento. Então eu repito: no auge do desafio, esta sublime criatividade é algo divino. A cantoria realmente vem de Deus.
RUBENIO MARCELO – Geraldo, como materializar a sua obra para a posteridade?
GERALDO AMÂNCIO – Rubenio, nisto os cantadores são meio descuidados, você sabe. Por exemplo, este livro “De Repente Cantoria” vem mais da memória do povo. Quer dizer, o cantador produziu, não gravou, não escreveu. Isto fica 1%, se ficar. Alguém vai recitando para alguém e depois os que interessam, os próprios escritores vão materializando esses versos que ficaram soltos aí pelas noites da vida. A própria tradição vai se incumbir de levar isto à posteridade.
RUBENIO MARCELO - Há alguma influência psicológica quando você escreve ou arquiteta os versos da cantoria?
GERALDO AMÂNCIO – Com certeza! Eu já lhe provei que sou um chorão. A criatividade depende muito da emoção; da sensibilidade; da alma.
RUBENIO MARCELO – Você, que é também um exímio sonetista – haja vista os belíssimos "Reencontro" e "Romaria", do livro "Cantigas que Vêm da Terra” – como consegue fazer isto, ir de uma ponta a outra de uma arte assim; sair de uma cantoria, de uma expressão artística regional e ir a uma arte clássica, universal?
GERALDO AMÂNCIO – Primeiro quero dizer que eu sou é um grande admirador dos bons sonetistas, do seu tipo, do tipo do Geraldo Ramon, do Vanderley Pereira e tantos outros. Isto, no meu caso, é mais um atrevimento. Não é meu campo. É como se eu estivesse jogando em campo alheio. E pela admiração que tenho, fiz uns cinco, seis sonetos. Mas respeito muito a métrica, eis que o soneto exige muito isto. Uma métrica castiça, que não sei se domino bem. Sempre que construo um soneto eu vou consultar um mestre do assunto pra ver se tudo está certo (risos....).
RUBENIO MARCELO – Para muitos, o soneto é uma camisa de força da arte poética, por causa da métrica, rima, enfim, a forma tradicional de tecê-lo. O que mais lhe fascina no soneto, e qual a sua opinião sobre a poesia moderna nacional?
GERALDO AMÂNCIO – Inclusive os críticos dizem que a grandeza do soneto está realmente no desfecho, isto é: ... na “cauda do escorpião”. É, como eu disse, não domino bem, mas tenho uma admiração por esta forma fixa da poesia. Há esta outra poesia, que não sei se chamo concretista, moderna. Eu não critico, porque não conheço bem; e não conhecendo, não tenho uma admiração à altura dos grandes poetas, pesquisadores. Voltando ao soneto, como muitas vezes ele é decassilábico, sendo muito familiarizado com o nosso martelo de cantoria, ele conta com nossa admiração maior.
RUBENIO MARCELO – Geraldo, como você lida com os versos livres (os comumente usados por alguns poetas)?
GERALDO AMÂNCIO – Respeito quem os faz bem. Mas no meu caso, falta uma força interior, porque eu conheço pouco, leio pouco Drummond, por exemplo, e outros. Porque o nosso trabalho é algo tradicional. Nós, cantadores, ouvíamos quem na nossa infância? – Os cantadores, os repentistas que não faziam versos brancos; faziam todos rimados, metrificados. Inclusive, a maior admiração que temos pelo repentista é a métrica; é um dom maior que o da rima. Já vem com a própria cadência.

RUBENIO MARCELO – Dizem que a literatura não tem alto valor comercial, mesmo assim são tantos artistas das palavras que se dedicam a ela. Por quê?
GERALDO AMÂNCIO – O autêntico artista da palavra, o poeta em si, trabalha por amor. Outro dia, fazíamos uma apresentação na cidade de Mossoró, ocasião em que fiquei muito feliz quando um rapaz se aproximou e nos disse: “Se todos os jovens do nosso país gostassem de literatura e de cantoria, a história do Brasil seria outra". E com a experiência que tenho, sei que as pessoas, que acompanham um trabalho como esse, sempre são de boa índole.
RUBENIO MARCELO – Quais são as suas características positivas? E as negativas?
GERALDO AMÂNCIO – A positiva é a sinceridade. Do que eu gosto, gosto mesmo, respeito; do que não gosto, isolo. Negativa: Muitas vezes não tenho a paciência que deveria ter com as situações.
RUBENIO MARCELO – Num mundo tão conturbado, pode a literatura, a arte cumprir um papel de ajuda para a redenção da humanidade?
GERALDO AMÂNCIO – É o caminho, depois do amor ao próximo, a Deus. Eu não tenho dúvidas disto.
RUBENIO MARCELO – Qual a colaboração do artista para a sociedade?
GERALDO AMÂNCIO – Levar o amor, a arte, a poesia. A formação e a conscientização cultural e educacional, tão importantes.
RUBENIO MARCELO – Dos seus parceiros de arte, qual aquele que você se identificou mais? 
GERALDO AMÂNCIO – Isto é algo periódico. Por exemplo, no começo tive os mestres, a quem devo tanto. Fiz trabalhos com muita gente famosa. Tive a bênção poética do Patativa do Assaré, a quem acompanhei muito.
RUBENIO MARCELO – nos seus vários desafios e pelejas de cantorias por este Brasil afora, qual o cantador que você se lembra ter sido o "osso mais duro de roer"?
GERALDO AMÂNCIO – Ah, eu diria que... bem... (risos)... Inclusive com este cantador, a gente fez parceria por dez anos, e o próprio povo criou uma rivalidade. Periodicamente, nos tornamos “antagonistas”, que é uma coisa que não gosto. Ele é famosíssimo. Chama-se Ivanildo Vilanova, autor do “Nordeste Independente”, que a Elba Ramalho gravou. Grande nome da nossa Cultura.
RUBENIO MARCELO – Você que reside atualmente na atlântica Fortaleza, seria o galope à beira mar o estilo de cantoria que você mais gosta de cantar?
GERALDO AMÂNCIO – Sim. Inclusive, é este um estilo muito difícil, muito complicado para quem - por acaso - não dominar bem a linguagem da cantoria. Você sabe disso... Cada verso é formado por onze sílabas poéticas. É uma criação de um poeta cearense de Morada Nova, chamado Zé Pretinho. Gênero melodioso, cantante; cadenciado e belíssimo.
RUBENIO MARCELO – Você que participou do disco/homenagem aos 85 anos do nosso saudoso amigo Patativa do Assaré, descreva qual foi a emoção e o que significou para você este acontecimento...
GERALDO AMÂNCIO – ... Falar de Patativa, você sabe, é sempre uma emoção constante. Patativa fazia um programa em uma Rádio de Juazeiro do Norte, onde morei 20 anos. Então, toda quinta-feira, ele gravava um programa nesta emissora e nós tínhamos a alegria de sempre, neste dia, almoçar juntos. E Patativa fez com que os meus filhos o chamassem de vovô Patativa. Minha filha, inclusive, na morte dele, acho que chorou mais do que todos os filhos, filhas, netos e netas dele... Foi preciso que eu “gritasse” para ela parar, pois a família dele já havia parado de chorar. Foi sempre uma emoção constante viajar, trabalhar com ele... E esta noite do lançamento do disco foi memorável. O evento ocorreu no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, com a presença do Presidente Fernando Henrique Cardoso, que havia assumido recentemente os destinos da Nação. o Tasso Jereissati também esteve presente. Interessante é que, na programação do evento, o Patativa – que era muito autêntico – recitou, até “coisas” de protesto contra o próprio governo, entretanto o próprio Presidente aplaudiu, sorrindo. Tivemos também a presença do Fagner. Foi uma noite memorável, repito.
RUBENIO MARCELO – Geraldo, você hoje é tido como um dos mais famosos cantadores do Brasil. Isto lhe conforta ou aumenta a sua responsabilidade? Ou as duas coisas?
GERALDO AMÂNCIO – Isto é uma coisa interessante... Os cantadores famosos sempre vieram da Paraíba, de Pernambuco. Depois dessa geração nossa, de cearenses: o Zé Maria, Eu, Antônio Jocélio, o próprio Zé Gonçalves, a gente fez com que o Ceará aparecesse mais no cenário nacional da cantoria. Só para se ter uma idéia, nestes festivais competitivos nós já trouxemos mais de 150 lugares para o Ceará, uma coisa que não é fácil, pois nós disputamos com as maiores “feras” do improviso. A nossa responsabilidade continua cada vez maior. Eu não sei quanto tempo cantarei daqui para frente. Depende de Deus; depende da aceitação do público. Mas a responsabilidade é tão grande que gostaria que, mesmo sem cantar, pudesse continuar apresentando, escrevendo, fazendo este programa de televisão e me esforçando para levar e elevar a cantoria aos páramos mais gloriosos.
RUBENIO MARCELO – Zé Limeira, o Poeta do Absurdo, existiu mesmo ou foi invenção? 
GERALDO AMÂNCIO – Eu conheço o Orlando Tejo, que é meu amigo, escritor, poeta, jornalista, figura finíssima, a quem quero muito bem. Conheço “Zé Limeira, o Poeta do Absurdo”, que é um livro escrito por Orlando Tejo. Acontece o seguinte: o poeta Zé Limeira existiu; a poesia absurda é que não existiu. Explico: isto foi uma criação jocosa do poeta/cantador Otacílio Batista, que partiu há pouco tempo, e do poeta José Mota Pinheiro. Então Orlando Tejo, como bom pesquisador, como exímio jornalista, foi achando aquilo engraçado (aquelas estórias, versos e palavreados esdrúxulos) e aí compendiou nas páginas do seu livro. E este livro ficou famosíssimo. Portanto, Zé Limeira existiu; a cantoria absurda desse cantador é que não existiu. 
RUBENIO MARCELO – Você já esteve na Europa cantando a nossa Cultura Popular. Como é a aceitação da nossa cantoria no exterior?
GERALDO AMÂNCIO – Nós nos apresentamos no Museu de Etnologia, onde estavam presentes vários poetas dos Açores, poetas repentistas, assim como nós, só que eles cantam em estilos diferentes e acompanhados com violões e guitarras portuguesas. Foi talvez o momento mais marcante, desde quando eu canto: há quarenta anos. Primeiro pela surpresa, pela aceitação, pelos aplausos. Só para se ter uma idéia, nós fomos fazer uma apresentação, e acabamos fazendo oito. Cantamos em Lisboa, inclusive para o presidente português; cantamos na entrega de uma comenda ao construtor de Brasília, o famoso brasileiro Oscar Niemayer; cantamos na casa do embaixador do Brasil, José Aparecido; também para os acadêmicos lisboetas de Letras, que foi, assim, uma coisa fantástica: eles, com aqueles fardões tradicionais, terminaram dizendo que acadêmicos não eram eles, e sim nós, cantadores brasileiros.
Apenas relembrando uma passagem destas apresentações, na ocasião da cerimônia, na Câmara Municipal de Lisboa, em homenagem a Oscar Niemayer, eu iniciei improvisando a seguinte sextilha:
Niemayer não é Deus, / Mas seu trabalho é fecundo; / Eu admiro o primeiro / E tenho fé no segundo; / Um construtor de Brasília, / Outro construtor do mundo”.
RUBENIO MARCELO – Você tem uma noção média de quantos cantadores de viola profissionais existem atualmente no nosso país?
GERALDO AMÂNCIO – Há um poeta chamado José Alves Sobrinho, um dos pioneiros do rádio, o qual fez um apanhado neste sentido, há uns 20 anos, e chegou a uma conclusão em torno de 7 a oito mil cantadores. Sendo que a maioria absoluta reside no Nordeste.
RUBENIO MARCELO – Você já tinha vindo cantar neste Estado do Mato Grosso do Sul?
GERALDO AMÂNCIO – Não! Havia apenas passado rapidamente. Eu fazia umas campanhas políticas no Acre e alguns vôos passaram por aqui. 
RUBENIO MARCELO – O que você está achando do lugar? Qual a sua impressão?
GERALDO AMÂNCIO – Olha, conterrâneo e amigo Rubenio, agradeço primeiro a Deus, e depois a todos vocês, pela receptividade ímpar que tive aqui no Mato Grosso do Sul. Um pessoal carismático e maravilhoso; e uma bela capital, esta Campo Grande: Cidade Morena, que eu já conhecia através dos seus belos versos e poemas, meu caro Rubenio Marcelo. Esta nossa vinda pra cá, também proporcionou conhecermos a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. É maravilhoso, a cultura, a amizade sincera, a lealdade. É tudo muito gratificante. Não tenho como agradecer.
RUBENIO MARCELO – Geraldo Amâncio, agora faço-lhe uma das perguntas do nosso companheiro José de Sousa Dantas, nobre poeta e ativista cultural paraibano: “Todo tema solicitado o poeta tem força para cantar?”
GERALDO AMÂNCIO – Ah... O Dantas!?... que bom! Grande poeta e companheiro o José Dantas, conterrâneo do Leandro Gomes de Barros. Meu forte abraço ao Dantas. Bom... Com relação a esta “força”, a minha grande preocupação é o público; ele é a marca maior do nosso trabalho. O rendimento da nossa performance depende da receptividade; é aquela coisa da ação e reação. Se mandamos uma estrofe que consideramos bela e não recebemos aplauso, a gente se frustra um pouco; na próxima, a gente já fica na dúvida se vai agradar ou não. Por outro lado, se soltamos uma estrofe que até achamos não boa quanto a outra (não merecedora de muito aplauso), e, no entanto, esse aplauso acontece, aí a produção tende a crescer. Portanto, a força é coisa divina, permanente, sobrenatural, o que depende é a intensidade dela. Isto o público é quem direciona. 

RUBENIO MARCELO – Geraldo, nas suas andanças nas asas da cantoria, qual o estado brasileiro que se identifica mais com você, quando você está cantando?
GERALDO AMÂNCIO – Pernambuco tem o hábito maior da cantoria. Acontece lá, todo ano, um festival, que é o maior do Nordeste, no Marco Zero, no centro de Recife. Houve uma vez que, durante a apresentação, caiu uma copiosa chuva; e havia em torno de 20 mil pessoas e ninguém saiu. Parecia que nem estava caindo uma gota d’água. Quem não tinha guarda-chuva, pôs uma cadeira na cabeça...
RUBENIO MARCELO – Fora o Nordeste, evidentemente, quais regiões do Brasil onde se valoriza mais a cantoria?
GERALDO AMÂNCIO – Um belo mercado é São Paulo. Porque São Paulo é a maior cidade nordestina do mundo. Troca-se apenas a região, mas o público é o mesmo.
RUBENIO MARCELO – Em que fase da idade um repentista deve começar a desenvolver o seu talento? E quanto tempo leva para ficar famoso?
GERALDO AMÂNCIO – A maioria absoluta começa aos 18 anos. É claro que temos exceções. Um dos maiores repentistas que tivemos, o paraibano Severino Lourenço da Silva Pinto, mais conhecido por Pinto do Monteiro, começou com 26 anos. Há também exceções: os que começam com 10, 12 anos, no caso, Sebastião da Silva, Severino Ferreira; mas a idade própria é 17, 18 anos, que já passou a voz da adolescência, a voz já chegou no seu lugar determinado, na afinação certa. Quanto à fama, é em torno de 10 anos. É algo demorado, porque vem a experiência, a pesquisa. Isto também depende muito de parceria. Você fica famoso através da interação de outro parceiro famoso. Ninguém cresce sozinho - a verdade é esta. O que sou hoje, devo muito aos bons cantadores, e bons parceiros.”



E Viva A ARTE DO MEU POVO!

Deixe seu comentário