Raimundo Sodré Muito Massa

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A alegria maior desse nosso “A ARTE DO MEU POVO” é poder homenagear nomes maravilhosos que são apaixonados e que defendem, incentivam, divulgam e muitas das vezes vivem da nossa Boa Cultura Popular Nordestina. É orgulho demais trazer para você a lembrança ou até o conhecimento desses nomes que fizeram ou estão aí fazendo acontecer a nossa Maravilhosa Cultura Nordestina e muitas vezes não têm oportunidade nos grandes meios de comunicação, outros até tiveram essa oportunidade, mas hoje devido a máfia que comanda esse mercado capitalista da “cultura de massa”( e não tem interesse na nossa Boa Cultura Popular) forma colocados de lado e esquecidos por alguns.

Um desses nomes é o nosso homenageado de hoje, o bom Ipiraense Raimundo Sodré, que nos anos 80 ficou famoso em todo país e até fora dele com a música “ A MASSA”, autor de muita coisa boa, Raimundo hoje está esquecido pela grande mídia, mas continua lutando pela nossa cultura dentro e fora do Brasil e fazendo maravilhas.

Nas minhas pesquisas sobre Raimundo Sodré, encontrei o site https://www.letras.com.br/biografia/raimundo-sodre e de lá retirei a biografia abaixo:  


Foi, o Samba-Chula, nos últimos tempos, descoberto em toda a sua beleza. Batido na palma de mão, ele ecoa poderoso em todos os recantos dessa nova velha Bahia. Um dos autênticos mestres dessa música apaixonante é Raimundo Sodré, um artista que trás a chula no sangue. Nascido no interior da Bahia, em 23 de julho de 1947, é filho de Anacleto Pereira Sodré, maquinista da Leste Brasileira, e de Laura Rosa Brandão, artesã de renda de bilro e crochê. Seu pai, da cidade de Santo Amaro da Purificação, sua mãe, de Mundo Novo.

As primeiras músicas que tocou foram as chulas que ouvia em Ipirá, depois o samba-canção "Tudo de Mim", sucesso cantado por Altemar Dutra, cuja voz Sodré muito admirava. Sempre tocando e cantando, ele cumpriu os estudos básicos, até entrar no tradicional Colégio Central da Bahia, um dos centros da intelectualidade estudantil baiana nos complicados anos sessenta.


Em 1972, recém casado resolve mudar-se para São Paulo. Foi trabalhar como analista de crédito numa financeira. Lá, conheceu o radialista Antonio Celso, da rádio Excélsior, que ao saber que ele cantava o convidou para fazer um teste. Na oportunidade ele cantou algumas músicas de Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, e outros. Na ocasião, foi apresentado ao produtor Paulo Leivas, que o levou para a gravadora Continental, projetando o lançamento de um compacto simples onde ele cantaria duas músicas de Gonzagão: "Vou Casar Já" e "Onde Tu Vai Luiz?". Mas o disco terminou não saindo porque, logo depois, o produtor saiu da gravadora, que abandonou o projeto. Na Continental, Sodré conheceu Belchior, Odair Cabeça de Poeta, e o pessoal do grupo Capote.


Em abril de 1980, "A Massa" é classificada com aclamação na segunda eliminatória do festival. Com o sucesso imediato que a música alcança, fazendo o nome de Raimundo Sodré conhecido em todo o país, a gravadora não perde tempo, e coloca no mercado o LP "Massa", o seu primeiro disco. Segundo contam, a altíssima vendagem que o disco alcançou, tirou a gravadora do vermelho. (...)

Em agosto, no palco do Maracanãzinho, "A Massa" arrebata o terceiro lugar, arrematando o sucesso que a música já tinha em todo o país, como a música mais popular do festival. Em todos os cantos do país por onde se passava estavam tocando "A Massa".

No inicio de 1981, com pouco mais de seis meses do lançamento do seu primeiro disco Sodré entra mais uma vez nos estúdios para gravar as canções de seu segundo disco, "Coisa de Nego". (...) Aproveitando de sua fama, a Polygram lança para o carnaval, um compacto simples com a música "Bateu, Ganhou", dele e Jorge Portugal."

Já o site http://www.forroemvinil.com/raimundo-sodre-a-massa/ traz as seguintes informações:

"O cantor e compositor Raimundo Sodré, nascido na cidade de Ipirá, no interior da Bahia, em 23 de julho de 1947, é filho de um maquinista da Leste Brasileira e de uma artesã, desde cedo já bebia na fonte do imenso caldeirão cultural da região onde cresceu.

Teve influências do candomblé da Nação Angola e das festas de Santos Reis, onde se apresentavam ao mesmo tempo, grupos de samba chula e de forró. Influências também de grandes nomes da cultura popular nordestina, como Gonzagão, Jackson, Gordurinha, Riachão e Balbino do Rojão, durante a adolescência interessou-se pelo violão e aprendeu os primeiros acordes em casa, ensinados por sua mãe.

Em 1975 após uma tentativa de viver em São Paulo, volta para a Bahia e junta-se ao Sangue e Raça, um grupo que misturava música e teatro. No final dos anos 1970, no Rio de Janeiro, deixa o grupo pra tentar sua carreira solo e faz um teste na Polygram deixando registradas algumas músicas, entre elas o “Recado Pro Pessoal Lá de casa”, “Sonho Claro”, ainda hoje inédita, “Vá Pra Casa Esse Menino, Viu?”, e “A Massa”.

Tornou-se conhecido nacionalmente através do festival da globo de 1980 com a música “A massa”, que posteriormente na década de 1990 foi regravada por Elba Ramalho. Deste LP, que reúne composições com letras dos poetas do Recôncavo – Roberto Mendes e Jorge Portugal – e traz um universo de ritmos, como a chula, samba de roda , xote e baião, típicos do recôncavo e do sertão baiano, segundo contam, a altíssima vendagem que o disco alcançou, tirou a gravadora do vermelho."

Sodré não parou por aí e vive a sua carreira artística entre Brasil e mundo mostrando, através do seu grande talento, a força da Cultura Popular . Se gostou, procure saber mais sobre esse Grande  Artista baiano, nordestino e brasileiro.

E Viva " A ARTE DO MEU POVO"!!!

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