RENATO CALDAS O Poeta De Assú RN

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O homenageado de hoje do “ A Arte Do Meu Povo” do nosso OxeOxente.Com.Br é o Poeta Popular Renato Caldas , sem sombra de dúvidas um dos maiores nomes da chamada Poesia Matuta, natural da cidade de Assú, no Rio Grande Norte e sobre ele o https://www.recantodasletras.com.br/artigos/2145993

O poeta Renato Caldas nasceu em Assu/RN, no dia 08 de outubro de 1902. Durante a II Guerra Mundial trabalhou em Parnamirim/RN. Depois trabalhou no DNOCS e no DER. Publicou os livros “Fulô do Mato”, “Poesias”, “Meu Rio Grande do Norte” e “Pé de Escada”. Faleceu em Assu no dia 26 de outubro de 1991.

Tinha ele a fama de boêmio e de notável improvisador. Pelo estilo rude e original dos seus versos, recebeu a alcunha de “O poeta das melodias selvagens”. Os seus versos abordam temas como a vida simples do homem do campo, a natureza, o amor e a beleza da mulher. Faz uso de uma linguagem rudimentar do povo sertanejo.”

á o site https://tokdehistoria.com.br/2011/10/27/as-apresentacoes-do-poeta-assuense-renato-caldas-em-natal-e-aracaju/ nos traz, outras informações sobre o Poeta, como:

(...)Ficou conhecido como o “poeta das melodias selvagens”, por seus versos apresentarem de maneira simples e espontânea, para alguns até mesmo rude, mas sempre original, aspectos do amor, da simplicidade da vida do homem do campo, da natureza sertaneja e da beleza feminina.

Homem expansivo, o poeta Renato Caldas era um grande boêmio e um apreciador das cantigas populares.

A sua obra mais conhecida é o livro de poesias “Fulô do Mato”.

O jornalista Franklin Jorge (http://almadobeco.blogspot.com/2005/02/renato-caldas.html) nos mostra que ele era um “Autor de uma verve espontânea, irreverente e fecunda, que por muitos anos surpreendeu e deliciou gerações”.

Em 1987, este jornalista entrevistou longamente o poeta para o Caderno de Domingo, suplemento que então se publicava no jornal natalense “Tribuna do Norte”. Neste trabalho Jorge encontrou o velho homem de letras já “bastante alquebrado pela doença e pela velhice”, mas ainda memorioso, lúcido e frequentando um bar em Assú.

O jornalista comenta que em 1993, pouco tempo depois da morte de Caldas, o então prefeito de Assú, Lourinaldo Soares desejava construir um memorial em honra do poeta. Coube a Franklin Jorge a tarefa de organizar e classificar os papéis de Renato Caldas.

Infelizmente em sua busca, ele encontrou algumas poucas cartas e fotos. Segundo o jornalista “Não havia nenhum livro, nenhum manuscrito; nada, enfim, que justificasse a criação de um memorial. Da sua copiosa produção, dispersa ao longo dos anos, não restara nada”.

Das Maravilhas escritas pelo Grande Renato Caldas, você pode se deliciar com essas duas :

Fulô do Mato

Em homenagem a minha amiga Saramar,
que tanto gosta de Poesia Matuta.
E que eu tanto gosto dela.
Escolhi a melhor, ou melhor,
a que mais gosto.

Sá dona, vossa mercê
é a fulô mais chêrosa,
a fulô mais perfumosa
que meu sertão já botô.

E pode juntar um cardume
de tudo que for prefume,
de tudo que for fulô
que nenhuma, nenhuma só,
tem o cheirinho do suó
que seu corpinho suô.

É o cheiro da madrugada,
fartum de areia moiáda
que o orváio enchombriô.

É um cheiro bom, deferente
que a gente sentindo, sente;
das outras coisa, o fedô.

Rebuliço

Menina me arresponda
Sem se ri e sem chorá:
Pruque você se remexe
Quando vê home passá?
Fica toda balançando,
Remexendo, remexendo...
Pensa talvez, qui nós, véio,
Nem tem ôio e nem tá vendo?
Mas, si eu fosse turidade,
Se eu tivesse argum valô,
Eu botava na cadeia
Esse seu remexedor...
E, adespois dele tá preso,
Num logar, bem amarrado,
Eu pedia: - Minha nêga,
Remexe pru delegado…

E Viva "A ARTE DO MEU POVO"!

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