Zé Limeira O Puro Absurdo

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O homenageado do hoje do “A ARTE DO MEU POVO” do nosso OxeOxente.Com.Br é um dos enigmas da Cantoria, pois, muitos acreditam até que não tenha existido e não passe de fruto da imaginação do saudoso jornalista Orlando Tejo.

Zé Limeira Personagem Real, Mito ou Ficção? Algumas pessoas afirmam que ele existiu sim, entre elas o Poeta Chico Pedrosa que diz ter tido a oportunidade de conhece-lo e o próprio Orlando Tejo que morreu jurando a existência do Poeta. Outras pessoas acreditam e defendem a tese que embora tenha existido ela não era o tudo que Tejo colocou nas páginas do seu livro e claro, têm os que afirmam que ele nunca existiu fisicamente só nas ideias platônicas de Orlando. Seja como for essa personagem faz parte hoje da nossa Boa Cultura Nordestina e merece todo nosso respeito e admiração pela genialidade.

Vamos então conhecer mais um pouco dessa figura enigmática.


O jornalista Davi Sales escreve o seguinte no seu http://www.davisales.com/zelimeira/:


"Zé Limeira foi um repentista, cantador e poeta Nascido no Sítio Tauá, em Teixeira, na Paraíba (1886). Ele ficou imortalizado como o Poeta do Absurdo na obra de Orlando Tejo: Zé Limeira, O poeta do Absurdo. Não se sabe ao certo se o fantástico personagem existiu ou se foi uma criação de Tejo, mas se ele existiu (e existem relatos que sim), a construção de Tejo o tornou um mito. Com pouco conhecimento da lígua e de história, Zé Limeira ousou se tornar um cantador num tempo em que os desafios de viola eram comuns e que a platéia era exigente. Sua rima e métrica eram perfeitas porém seu conhecimento dos assuntos narrados e do vernáculo não lhe davam subsídios para construções de versos fidedignos aos fatos históricos. O desconhecimento da história não lhe causada medo e atropelando a história construía versos fortes que combinados com sua voz e carisma botavam abaixo seus competidores nos desafios nas praças das cidades do sertão. “


Já o Portal http://www.paraibatotal.com.br/a-paraiba/cultura/personalidades/ze-limeira, nos trás as seguinte informações:


Um mito no universo do cordel. Assim se consagrou o paraibano Zé Limeira. Ele nasceu e cresceu no sítio Tauá, no município de Teixeira, em 1886. Apesar de ser uma pequena cidade do sertão da Paraíba, ela era tratada como o principal reduto de cordelistas do Estado, no Século XIX. E, neste cenário, Zé Limeira se tornou uma referência e ficou conhecido como o “Poeta do Absurdo”.


O apelido não era em vão. Ele teve origem nas particularidades das criações do artista. Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Pornografia era um tema recorrente, mas Zé Limeira ficou conhecido como "Poeta do Absurdo" por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.


Sua característica física também fortalecia o apelido. O poeta vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando. Ele faleceu em 1954.”


A seguir alguns trechos dos versos geniais de Zé Limeira “ O Poeta Do Absurdo”:


"Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraíba falada,
Cantando nas Escritura,
Saudando o pai da coalhada,
A lua branca alumia,
Jesus, José e Maria,
Três anjos na farinhada."

"Uma véia gurizada
Pra mim já é fim de rama,
Um véio Reis da Bahia
Casou-se em riba da cama,
Eu só digo pru dizê,
Traga o Padre pra benzê
O suvaco da madama."

"Jesus foi home de fama
Dentro de Cafarnaum,
Feliz da mesa que tem
Costela de gaiamum,
No sertão do cariri
Vi um casal de siri
Sem comprimisso nenhum."

"Napoleão era um
Bom capitão de navio,
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio."

E Viva “A ARTE DO MEU POVO”!!!

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